sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Itaguassu adia proposta de PLR mais uma vez

O Sindicagese e a Itaguassu/Nassau se reuniram na última quarta-feira, 26, para mais uma rodada de negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 (ACT). Na reunião, que aconteceu na Superintendência regional do Ministério do Trabalho, o representante da Itaguassu afirmou que a empresa ainda não tem resposta para a proposta de valor mínimo da PLR.

“Lamentavelmente a empresa não apresentou se aceitaria ou não o compromisso assumido no dia 03/10/2011, das negociações da PLR partir do valor mínimo de 100% do salário nominal vigente do trabalhador”, explica Djenal Prado, diretor do Sindicagese. Ele conta também que a empresa, na oportunidade, tinha solicitado um prazo de dez dias para responder se aceitaria o valor mínimo de 100%, mas não cumpriu o acordo.

Esta resposta seria fundamental para o andamento das negociações. Se a empresa tivesse a apresentado, o Sindicagese faria uma assembleia para saber se os trabalhadores aceitam ou não abrir mão de negociar primeiro a PLR e conseqüentemente retomar as negociações do ACT.

Nova data

No final da reunião, a empresa sinalizou a possibilidade de sairmos do impasse com a apresentação de uma proposta da PLR até o dia 09/11/2011. Esperamos que dessa vez a empresa demonstre seu compromisso em negociar.

Vale lembrar que a indústria de cimento no Brasil vai muito bem, obrigado. Nos primeiros seis meses de 2011, as vendas de cimento subiram cerca de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Só em abriu, foram 270 toneladas de cimento produzidas pelos cimenteiros de Sergipe. Se o bolo cresceu, o trabalhador quer o seu. Neste momento, é importante que os trabalhadores continuem unidos, de braços dados na luta em defesa de uma PLR melhor e mantendo a posição.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O patrão lucra com o machismo

Para quê serve o salário? Pense um pouco. Deveria dar, no mínimo, para botar comida em casa, alugar um teto, pagar a escola das crianças. Deveria dar também para a cervejinha do final de semana ou um passeio no parque para desestressar o juízo.

Um patrão honesto diria que sua intenção é pagar o suficiente só (e somente só) para o peão estar inteiro para mais um dia de trabalho. Para a empresa, o tempo que o trabalhador passa em casa é só pra recarregar a bateria pra voltar para o trabalho. Trocando em miúdos, a gente trabalha pra viver e vive para trabalhar.

E o peão precisa estar de barriga cheia e bem descansado para trabalhar. Por isso, a empresa dá o salário para a gente comprar o feijão e o arroz. Mas não paga alguém para cozinhar o feijão. Isso porque as mulheres, em casa, já fazem isso de graça. A esposa do peão trabalha para a empresa sem saber.

Trabalho na fábrica e em casa

A mulher sabe muito bem o que é chegar do trabalho e ter que encarar o tanque de roupas sujas, sem ajuda dos maridos. Quando termina o trabalho na fábrica, começa o trabalho em casa. Isso está errado. A mulher trabalha por duas jornadas, mas o patrão só paga por uma. O patrão sabe que se dá bem assim. Por isso patrocina a novela que diz que a mulher tem que ser submissa. O patrão quer a mulher de cabeça baixa. Para continuar trabalhando para ele de graça.

Por isso temos que reivindicar que a empresa lave os uniformes, forneça refeitório, forneça creche, garanta licença maternidade de 180 dias, licença paternidade etc. O patrão já lucra muito às nossas custas. Só para ter uma idéia, cada trabalhador das 500 maiores empresas do Brasil produziu sozinho um lucro de 452 mil dólares para os empresários segundo o Ilaese (Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos). E as mulheres ainda trabalham de graça lavando uniforme.

Duas pessoas se casam porque se amam. Um é companheiro do outro. Mas o patrão quer que um seja empregado do outro. Porque ele lucra com isso. O patrão lucra com o machismo. Por isso, a luta contra o machismo é uma briga de trabalhador e trabalhadora contra o patrão.