quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Na Votorantim, o aumento será de 6,8%

A proposta da empresa foi aceita pelas assembléias dos trabalhadores que aconteceram nos dias 04 e 05 de agosto. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) também definiu aumento de 10% do piso salarial. Ele agora é de R$734. O auxílio medicamento terá aumento também no mesmo percentual da inflação. Já o cartão alimentação terá 2% de aumento real.

Creche


Os trabalhadores arrancaram da empresa o primeiro passo de uma conquista histórica. As mulheres terão, a partir de agora, direito a reembolso para gastos com creche ou babás. O valor é de R$220 para crianças de até um ano e de R$110 para crianças entre 13 e 24 meses. As trabalhadoras precisam comprovar a matrícula na creche ou apresentar o documento de vínculo empregatício da babá.

A medida ainda não é ideal. Os trabalhadores precisam lutar para conseguir mais. Mas enfatizamos que essa é uma vitória contra o machismo. As mulheres trabalham o dia inteiro e ainda têm que cuidar da casa quando chegam. Isso não é certo. Por isso exigimos das empresas medidas que libertam as mulheres do trabalho doméstico, como alimentação, lavagem de roupas etc. Essa é uma reivindicação das mulheres e também dos homens.

O acordo coletivo completo estará disponível, em breve, aqui no blog do Sindicagese. (www.blogdosindicagese.blogspot.com).

Assembleias na Cal Trevo fecham acordo coletivo com 7% de aumento salarial

Além dos 7% de reajuste salarial, a empresa se comprometeu em pagar abono de 10% já na folha de pagamento de setembro. Esse reajuste faz parte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2011/2012. A categoria aprovou os resultados da negociação entre o Sindicagese e a Cal Trevo em assembleias que aconteceram na última terça-feira, 16. Foram 52 votos a favor da proposta e 25 contra.

As assembleias decidiram também que nenhum trabalhador pode receber menos de R$585 de salário base. Quanto à periculosidade, a empresa irá elaborar um laudo até março de 2012. Os trabalhadores contemplados receberão o adicional retroativo ao mês de julho deste ano. O acordo coletivo completo ainda depende do fechamento da redação final e estará disponível, em breve, aqui no blog do Sindicagese.

Prestação de contas 2010

Respeito com o direito do trabalhador. Esse é um princípio para a diretoria do Sindicagese que ficou marcado na assembleia de prestação de contas, ocorrida no último dia 27 de julho.

Acompanhe o exercício financeiro aprovado pela categoria.



Clique nas imagens para vê-las ampliadas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Revista denuncia corrupção na Força Sindical

Ministério do Trabalho cria um sindicato novo por dia
O que esperar de uma central sindical criada nos gabinetes do ex-presidente Fernando Collor? A revista IstoÉ investigou um esquema de corrupção envolvendo a Força Sindical e o Ministério de Trabalho e Emprego (MTE). A matéria, veiculada na segunda semana de agosto, trouxe denúncia de uma sindicalista sergipana que afirma que “Roberto da Força”, dirigente da central no Estado, cobrou R$40 mil para agilizar liberação de um registro sindical. Ela não aceitou a extorsão. Em represália, a Força fundou outra entidade e “roubou” a base da sindicalista.

A revista divulgou a prática já conhecida dessa Central de “fabricar” sindicatos e pulverizar categorias trabalhistas para engordar seu bolso com o dinheiro do imposto sindical. Os trabalhadores representados pelo Sindicagese, que é filiado à CSP-Conlutas, sofrem uma tentativa de golpe parecida. A Força mexeu os seus pauzinhos e encaminhou a fundação de um outro sindicato de trabalhadores de cimento, cal e gesso. Fizeram assembléias fantasmas e enviaram o pedido para o MTE. O Sindicagese chamou os trabalhadores e denunciou o esquema em assembléias. A categoria, revoltada, votou a não fundação de um novo sindicato. A justiça já reconheceu que essas assembléias são legítimas. Porém, o processo ainda deve ser julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

História conhecida

“Golpes desse tipo já aconteceram com o pessoal da construção civil, da indústria têxtil, rodoviários e muitos outros aqui em Sergipe. É um esquema absurdo. Dividir os trabalhadores para ganhar mais dinheiro. Essa é a idéia deles”, afirma Heribaldo de Campos, diretor do Sindicagese. Segundo a matéria da IstoÉ, a relação promíscua entre a Força Sindical e o MTE anda a todo vapor. Um novo sindicato é criado todo dia no Brasil.

Recentemente, essa central tentou fazer o mesmo com os trabalhadores de clubes recreativos e do sistema de ensino profissionalizante, representados pelo Senalba. Depois de perder as eleições, tentaram fundar outra entidade. “Nós fomos no lugar em que eles convocaram assembleia para fundar o tal do novo sindicato. Como era de se esperar, não havia nada no local. Era mais uma assembleia fantasma. Registramos tudo e foi prestada queixa na delegacia plantonista”, conta Fátima Andrade, presidente do Senalba.

Em 2008, a Força Sindical conseguiu o registro de um sindicato dos trabalhadores da área de cerâmica, fragmentando a base do Sinicagese. “Dos sete diretores que fundaram esse sindicato, nós temos prova de que três não eram nem da categoria”, afirma Djenal Prado, diretor do Sindicagese.

Trabalhador unido

O modelo sindical brasileiro está longe de ser democrático. As leis que regem o nosso sindicalismo foram criadas ainda na ditadura de Getúlio Vargas, na década de 1930. A legislação se baseou regime fascista de Benito Mussolini, no qual o estado controlava com punhos de aço os sindicatos. É daí que vem a unicidade sindical, que proíbe que mais de um sindicato represente uma mesma categoria de trabalhadores na mesma cidade ou estado.

Essa unidade de gabinete não serve aos trabalhadores. O peão deve ter o direito de escolher o sindicato que deve representá-lo. Porém, a alternativa não é sair fundando entidades de categorias isoladas, como faz a pelegada de olho no imposto sindical. Os trabalhadores devem estar unidos na luta e fortalecer as suas entidades. Essa deve ser uma opção política e não burocrática. Como diz o velho grito de protesto, “Trabalhador unido jamais será vencido”.