Mais de 2.300 pessoas participaram do I Congresso da
Central Sindical e Popular Conlutas, no final de abril em Sumaré, interior de
São Paulo. Estavam lá representados trabalhadores e estudantes de 25 estados do
Brasil e do Distrito Federal. Tinham também sindicatos e movimentos sociais de
outros países das Américas, Europa, África e até do Japão.
E no meio de todo esse povo guerreiro estava o
Sindicagese, levando as experiências de luta dos trabalhadores de Sergipe. “Nós
fomos até lá para falar e também aprender. Conseguimos no unir com sindicatos
do Brasil e do mundo para formar uma estratégia de luta contra os ataques dos
patrões governos”, fala Djenal Prado, um dos três representantes do Sindicagese
que estavam no congresso.
1º
de maio
Depois de planejar e trocar experiências, a turma da
CSP Conlutas foi para as ruas. A central organizou a maior manifestação de
protesto do dia do trabalhador. “Enquanto a CUT, a Força Sindical, a CTB e
outras centrais pelegas estavam fazendo festa, nós fomos pra rua denunciar as
maldades do governo e dos patrões”, explica Djenal, diretor do Sindicagese.
O protesto reuniu
aproximadamente 2.500 pessoas, segundo os organizadores. A imprensa chegou a
relatar 4 mil. Na sua maioria delegações nacionais que participaram do
congresso da central. Entre eles, trabalhadores da hidrelétrica de Belo Monte.
“Temos que ver
além da propaganda. É justiça social o que aconteceu no Pinheirinho? É justiça
social as condições de trabalho dos operários das obras do PAC e Belo Monte? O
que vemos é a maior degradação das condições de vida enquanto aumentam os
lucros das grandes empresas e dos bancos”, denunciou Zé Maria, membro da Coordenação Nacional da CSP
Conlutas.
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